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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Proctologia: Causas dos insucessos das cirurgias proctologicas e como evita-las


Proctologista: Dr Paulo Branco
Contatos:
Monica: 011 – 986663281
Fatima: 011- 38467973
e-mail/msn. Paulobranco@terra.com.br

1- Hemorroida:
Causa de insucesso da  ligadura elástica:
A ligadura elástica é um procedimento indicado para o tratamento das hemorroidas iniciais responsáveis pelo sangramento anal. O anel elástico deverá ser colocado acima de uma linha chamada denteada, porque acima desta linha a inervação é autônoma e o paciente não terá dor, se a borrachinha for colocada abaixo desta linha, a inervação é sensitiva e o paciente irá referir uma dor insuportável e deverá ser retirada imediatamente.

Causas de insucesso nos procedimentos cirúrgicos:
A cirurgia para tratamento das hemorroidas geralmente são indicadas para hemorroidas classificadas como de 3º ou 4º grau. Essas hemorroidas são formadas por dois componentes, um interno constituído de mucosa retal e outro externo formado por pele perianal que é aquela bolhinha referida pelos pacientes, esses dois componentes a medicina chama de prolapso ou saída dos componentes referidos para fora da abertura anal. O sangramento e o estreitamento ou estenose anal representam as causas mais freqüentes de insucesso tardio da cirurgia para tratamento das hemorroidas.

- Fissura Residual:
É uma pequena ferida, que poderá ser única ou múltipla, presente nos pacientes que realizaram cirurgia para o tratamento de hemorroidas geralmente de 3° ou 4º graus. Os pacientes tratados na minha clinica, a maioria referiam que tinham sido operados a mais de um mês e que a ferida não cicatrizava. Essas fissuras resultam da não cicatrização completa das feridas cirúrgicas resultante da retirada das hemorroidas e poderão se mantiver por longos períodos de tempo devido a um estreitamento anal cicatricial ou um espasmo ou hipertonia do músculo esfíncter anal. Esses dois fatores fazem com que as fezes encontrem dificuldade em passar por uma abertura anal  que deveria ser elástica e pérvia e se encontra fixa, inelástica e endurecida. As pomadas colaboram por ter ação antiinflamatória, analgésica, cicatrizante e substâncias que atuam diminuindo a pressão do músculo esfíncter anal, porém não tratam o estreitamento se este for formado por um tecido cicatricial endurecido. O espasmo muscular poderá ser conseqüente a irritação do esfíncter pela ferida, porque geralmente o músculo está abaixo da ferida, ou porque o músculo já apresentava a pressão elevada associada à hemorroida antes da cirurgia. Na minha experiência para que essas fissuras cicatrizem o estreitamento anal e a hipertonia muscular deveram ser corrigidos.

-Sangramento maciço:
As hemorroidas são vasos dilatados que geralmente estão presentes em toda a circunferência anal e o cirurgião tem de realizar uma hemostasia cuidadosa e minuciosa para que não ocorra um sangramento importante no pós-operatório imediato que necessite de uma reintervenção para ligadura do vaso responsável pelo sangramento. As manobras instrumentais e manual do cirurgião e auxiliares deverão ser delicadas durante o procedimento, pois é uma região muito delicada e que em muitos casos além dos vasos dilatados há uma inflamação local chamada de proctite. A taxa de 2% de sangramento importante é  referido pela literatura médica. Se durante a cirurgia eu encontrar um vaso importante que naquele momento causou um sangramento importante eu realizo a sua ligadura com um fio resistente e adequado e se eu achar que não foi suficiente eu realizo uma segunda ligadura. Um cirurgião responsável nunca se arrependerá de realizar uma segunda ligadura, mas poderá se arrepender profundamente de ter dado.

- Estreitamento ou estenose anal:
São termos usados pela medicina e que traduzem uma abertura anal apertada ou inelástica e que representam um insucesso do tratamento cirúrgico das hemorroidas. Além do aspecto cutâneo (pele), há habitualmente uma dimensão estenótica e concomitante da musculatura esfincteriana que contribui para a ausência da elasticidade necessária para que haja abertura anal suficiente para a passagem de uma massa fecal normalmente formada, fazendo com que os pacientes recorram a quantidades e variedades cada vez maiores de laxativos. O estreitamento ou estenose anal
ocorre quando se retira uma grande quantidade de tecido durante a retirada das hemorroidas. No tratamento cirúrgico das hemorroidas maiores o cirurgião deverá ser rigoroso nos princípios que regem a boa técnica cirúrgica. Experiência, manuseio delicado (manual e instrumental) juntamente com a associação de diferentes técnicas cirúrgicas corroboraram para evitar o estreitamento anal na minha experiência. Como alguns médicos me enviam e-mail com perguntas sobre este tema eu queria lembrar que o cirurgião sempre deverá deixar as pontes de tecidos normais entre as zonas de retirada das hemorroidas, porque é a partir deste tecido que haverá a cicatrização sem estreitamento.

2-Fístula anal:

Causas do insucesso:

- Retirada incompleta da fístula anal:
A retirada parcial das fístulas foi à principal causa de recidiva nos casos que eu reoperei na minha clínica, indicados para serem operados com o laser. O paciente geralmente apresentará toda a sintomatologia de dor e perda de secreção pelo ânus. Essa complicação geralmente decorre da retirada incompleta da fístula. As fistulas são formadas por um trajeto e dois orifícios, um orifício na nádega e outro interno, este muitas vezes tem uma relação muito próxima  ou mesmo chega a passar através do músculo anal responsável pela continência e o cirurgião com pouca experiência não retira esta parte da fístula pelo receio de lezar o esfíncter o que determinará incontinência anal. Uma boa estratégia diagnostica no pré-operatório guarda uma relação direta com o sucesso da cirurgia para reoperação das fístulas anais.
Comentário: Dr. Paulo Branco.
O cirurgião deverá classificar a fístula em relação aos músculos responsáveis pela continência anal, antes ou durante o procedimento cirúrgico. Antes de retirar o trajeto fistuloso eu cateteriso o mesmo com um guia metálico desenhado por mim para estudar de forma minuciosa as suas relações com os músculos anais e somente após esta conclusão é que eu retiro a fístula com o laser.

- Mais de uma fístula anal:
O medico deverá ter certeza de que existe somente um trajeto fístuloso, pois em alguns casos poderá haver mais de um e a cirurgia poderá ser incompleta. O medico experiente pela inspeção anal poderá na maioria dos casos detectarem o orifício externo e afastar esta possibilidade. Se houver suspeita de mais de um trajeto  a ressonância magnética representa a grande evolução diagnostica.

- Anestesia local poderá tornar a cirurgia difícil:
As fístulas simples poderão ser retiradas com anestesia local e/ou sedação, principalmente nos pacientes ansiosos que no momento do procedimento poderam contrair os músculos e tornar difícil a retirada do orifício interno da fístula o que determinará o seu insucesso. As fístulas complexas eu quase sempre faço a cirurgia com bloqueio ou Raquianestesia. Do ponto de vista prático e considerando a experiência do proctologista eu acho que todos os pacientes submetidos à cirurgia para a retirada da fístula deveram ser no mínimo sedados porque estes pacientes ao contraírem os músculos perineias tornam praticamente impossível a retirada do orifício interno das fístulas e a cirurgia é extremamente desconfortável para os médicos e pacientes. As fístulas simples e de curto trajeto eu tenho retirado com o laser e sob anestesia local sem sedação.

- Tentativa de retirada da fístula na fase aguda ou de formação do abscesso:
Na fase aguda há formação de uma coleção de secreção geralmente purulenta que determina um processo inflamatório contiguo aos músculos esfincterianos e o verdadeiro trajeto da fístula se formará somente após a drenagem desta coleção. A tentativa de retirada da infecção neste momento é desaconselhável, pois poderá haver lesão dos esfíncteres e será incompleta em relação a fístula. Nesta fase a drenagem com colocação de dreno é a melhor conduta.

3- Fissura anal:
- Manutenção da pressão do músculo esfíncter anal:
Eu costumo falar aos meus pacientes que a cirurgia para tratamento da fissura anal deverá ser a mais fisiológica possível e o medico deverá saber que a causa da fissura é a pressão elevada do músculo esfíncter interno do ânus e a pressão DESTE músculo deverá ser diminuida porque existem outros músculos próximo a este.

- Manutenção da Fissura Crônica:
A fissura crônica é formada por um tecido endurecido, fibrosado que deverá ser retirado durante a cirurgia, este tecido não cicatrizará se for somente cauterizado, mesmo baixando a pressão do esfíncter.


4- Cisto Pilonidal:
 A principal causa do insucesso da cirurgia para retirada deste cisto é a sua retirada incompleta. Eu procuro realizar um estudo detalhado sobre a constituição do cisto, seus trajetos e grau de infecção para fazer um planejamento cirúrgico o mais completo possível. A maioria destes cistos por mim operados tinham um único trajeto, porém uma minoria apresentava dois ou mais trajetos acessórios, responsáveis pela reciva da afecção. Nos últimos anos acrescentei no meu protocolo de tratamento a antibioticoterapia e a depilação a laser da pele na volta do cisto, criando uma área de segurança porque muitas vezes o cirurgião atua em área com pelos o que poderá determinar a permanência destes pelos dentro da cicatriz cirúrgica com recidiva do cisto e insucesso da operação.

5- HPV ou Condiloma:

-Anal:
A orientação do uso de pomadas sobre as verrugas parece uma conduta mais fácil, menos agressiva e de resultado mais imediato. Essa abordagem é um incentivo para que os mais imediatistas não façam uma investigação das lesões verrugosas dentro do reto, tanto as visíveis somente pela inspeção como as detectadas por técnicas de coloração recentemente por nós adotadas para a detecção do vírus. A impossibilidade de tratamento com pomadas das verrugas dentro do reto representou
 no meu consultório a principal causa de insucesso no tratamento do HPV.

- Peniano:
O insucesso no tratamento da verruga peniana parece maior nos pacientes que têm um excesso de pele
ou mesmo fimose que criam um meio adequado para a multiplicação viral e recidiva em retorno da afecção. Eu sempre realizo a retirada da pele com o HPV.


Comentário: Dr. Paulo Branco.
O insucesso do uso das pomadas tanto na pele como na mucosa retal muitas vezes têm conseqüências orgânica, estética e psicológica para os praticantes do sexo passivo e que deveram ser considerados e refletidos pelos profissionais que indicam esta forma de tratamento. Eu como atendo e trato o público GLBT já vivenciei esta situação algumas vezes. O papel do medico é fundamental em todos os aspectos
e deverá transmitir ao paciente confiabilidade, segurança e certeza de que será possível obter um bom resultado do tratamento e retomar a sua vida normal.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Câncer digestivo: Fatores de risco


Câncer digestivo: fatores de risco
Medico: Dr Paulo Branco
Duvidas:
Contato:
Pompeia: 011 – 986663281 c/ Monica
Vila Olímpia: 011 – 38467973 c/ Fatima

1- Esôfago:
Esse câncer representa a sexta causa de morte por câncer no mundo, tendo uma incidência geográfica que varia em diferentes regiões.

Fatores de risco mais frequentes:
- Fumo: Pelos carcinógenos presentes nos cigarros como as nitrosaminas. Estudos médicos demonstraram que fumantes tem 9 vezes mas chances de terem esse tumor quando comparados aos não fumantes e contribuem também o numero de cigarros fumados por ano assim como os ex-fumantes que tem risco 4 vezes maior
 - Álcool em excesso: Pacientes que consomem mais de três doses de álcool por dia têm risco 5 vezes maior de desenvolverem este tipo de tumor quando comparados com aqueles que ingerem apenas uma dose por dia.
- Fumo e Álcool: Aumenta a ação dos carcinógenos causadoras da doença, presentes nas duas substancias.
- Alimentos: Alimentos ingeridos em altas temperaturas como o chimarrão no sul do pais, Carne vermelha, embutido, alimentos curados ou conservados em sal que comtem altos teores de nitrosaminas que são conhecidos carcinógenos presentes no aparelho digestório.
- Vitaminas: Deficiência no solo de Selênio e baixo consumo de vitaminas C,E,A tem sido observado em pacientes com esta doença.
- Doença do refluxo e esôfago de Barret:
O refluxo grave poderá determinar uma alteração histológica na parede do esôfago conhecida como esôfago de Barret que tem um risco 40 vezes maior de desenvolver o tumor do esôfago. Não há tratamento clinico ou cirúrgico que diminua o risco de desenvolver a doença.  Orienta-se um seguimento endoscópico anual  para detectar uma alteração histológica mas precocemente. Hoje para os casos bem selecionados a área comprometida poderá ser retirada por endoscopia principalmente nos pacientes não aptos a cirurgia. Em relação ao refluxo a orientação é manter a prescrição de bloqueadores da secreção acida que facão desaparecer os sintomas e promovam a cicatrização dos achados endoscópicos sem a preocupação com os níveis de acidez no esôfago. Parece que a cirurgia não é capaz de impedir a evolução histológica da doença, porem representa a forma mas eficaz de proteger a mucosa do esôfago do refluxo.
- Obesidade: Houve uma relação direta entre o aumento da gordura visceral e IMC com o aparecimento do tumor de esôfago, confirmando dados epidemiológicos de que a obesidade aumenta de 15% a 20% as chances do desenvolvimento dos tumores malignos.
- Bactéria: Helicobacter pylori: Não esta clara a relação desta bactéria e o aparecimento deste tipo de tumor. Esta bactéria por diminuir a produção de ácido no estomago porque induz um tipo de gastrite na qual há uma atrofia das células do estomago produtoras de acido e com isso atuaria como um bloqueador do acido o que diminuiria o fator irritativo para a mucosa do esôfago. Por outro lado diminuir muito a produção de acido poderá fazer crescer as bactérias produtoras de nitrosaminas que representam fator de risco para o desenvolvimento de um tipo de tumor chamado epidermoide.

Prevenção do câncer de esôfago:
Alimentação: A prevenção consiste na diminuição a exposição dos fatores de risco  acima descritos, como diminuir a ingestão dos alimentos salgados e defumados e aumentar na dieta a ingestão de frutas, verduras e legumes e uso de medicamentos que diminuam a exposição da mucosa do esôfago a ação deletéria do ácido do estomago por refluxo.
Aspirina: A recomendação atual é que o uso regular da aspirina e antiinflamatorios  dominam a incidência do câncer de esôfago, porem duvidas ainda persiste sobre a duração da prevenção e a frequência do uso dessas drogas.

2- Estômago:
A doença é frequente no Brasil, de causa multifatorial  e segue uma tendência mundial de queda na incidência.

Fatores de risco:
Tipo sanguíneo A
Historia familiar: Presente em 10% de todos os tipos de tumores.
Exposição prolongada ou intensa à radiação
Anemia perniciosa
Nitrosaminas: Substancia presente nos enlatados e embutidos ricos em compostos nitrosos e que aumentam a incidência da bactéria helicobacter pylori que potencializam a ação dos compostos nitrosos.
Vitaminas: Alimentação pobre nas vitaminas C,E,betacaroteno.
Bactéria: Helicobacter pylori. Países com elevada incidência do câncer de estômago tinha também índices elevados de gastrite crônica por bactéria. A erradicação da bactéria nestes pacientes com gastrite crônica diminuiu a incidência do tumor gástrico. Estima-se que 65% a 80% dos tumores gástricos nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, respectivamente, sejam atribuídos à infecção pela bactéria sendo portanto passiveis de prevenção.

Comentário: Sabe-se que 80% dos pacientes com a bactéria são assintomáticos, 10% a 15% desenvolvem Ulcera péptica e 1% a 2% o câncer. A resistência do hospedeiro as alterações inflamatórias e alterações celulares justificaria a diminuição dos tumores na maioria dos pacientes.
Tabaco: Há uma relação direta com o numero de cigarros consumidos.

Prevenção do câncer do estômago:
Hábitos e comportamentos: Cessar o consumo do tabaco, diminuir os alimentos conservados em sal ou embutidos e aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes. Uma outra conduta importante será erradicar a bactéria Helicobacter pylori.
Vitaminas: O consumo de vitaminas antioxidantes: C,E, alfa e betacarotenos, selênio mostrou resultados positivos na diminuição do câncer gástrico em estudos populacionais na china.

3- Fígado:
É uma das principais doenças malignas da atualidade. Sua elevada incidência e seu prognóstico habitualmente sombrio indicam a relevante necessidade das ações preventivas, principalmente pela sua relação com fatores comportamentais e ambientais. O carcinoma hepatocelular é o quinto tumor mas frequente em todo mundo. O prognostico é ruim na maioria dos casos e a taxa de sobrevivência em 5 anos é em media de 5% nos pacientes sintomáticos.

Fatores de risco:
Cirrose hepática: Associada em mais de 80% dos casos.
Hepatite crônica: Pelos vírus das hepatites B,C.
Comentário: Demonstrou-se que 80% dos pacientes infectados agudamente evoluem para a forma crônica da hepatites e destes cerca de 20% evoluam para a cirrose hepática.
Alcoolismo: Ingestão maior que 50 g/dia
Anabolizantes esteroides: O uso abusivo de esteroides pode levar a esteatose hepática e ao desenvolvimento da cirrose. Os anabolizantes determinam alterações nas estruturas das células hepáticas por ação oxidante principalmente pela diminuição da glutationa.

Prevenção do câncer de fígado:
Hepatite B: Vacinação
Sexo de camisinha: Seja responsável principalmente com o tesao de ultima
Usuários de drogas: Evite o uso coletivo das seringas.
Alcoolismo: Seja forte para vence-lo.

4- Câncer colorretal:
Este tumor requer uma atenção por ter uma alta incidência e por representar 15% de todos os casos de câncer.

Fatores de risco:
Idade > de 50 anos.
Genética: Parentes de primeiro grau que tiveram uma neoplasia ( tumor )antes dos 45 anos.
Pólipos: O câncer começa como um pólipo.
A maioria dos pólipos cresce lentamente, mantendo-se benignos por longos períodos de tempo antes de se transformar em câncer. Estima-se que esse período de transformação da sequencia pólipo-câncer seja de 10 anos.
Apesar da sua longa evolução clinica, apenas 10% a 15% dos pacientes são sintomáticos, fazendo com que a grande maioria seja diagnosticada em fase avançada da doença.
Fibras: Baixo consumo
Doenças inflamatórias intestinais crônicas: São a Retocolite ulcerativa e a doença de Crohn de longa duração.
Tabagismo
Alcoolismo
Obesidade: Ingestão de calorias em excesso.
Alimentos: Consumo maior de embutidos e enlatados.

- Prevenção do câncer colorretal:
 Pesquisa de sangue oculto nas fezes: Tendo em vista a sua razoável sensibilidade, especificidade e facilidade de execução é o método mas indicado para o rastreamento em populações a partir dos 50 anos, que deverá ser complementado pela colonoscopia caso seja positivo.
 Colonoscopia: É considerada o melhor exame para se realizar o rastreamento. Pela sua maior especificidade e sensibilidade. Em um mesmo exame a colonoscopia poderá ser diagnostica mas também poderá realizar a retirada de um pólipo.

5- Câncer de ânus
1- Sintomas?
Os sintomas constituem um problema, pois não são específicos dos tumores do anus e poderão fazer parte do quadro clinico das hemorróidas, fissuras anais, inflamações do canal anal e pólipos retais. As manifestações clinicas mais freqüentes do câncer anal são inespecíficas como dito acima e são:
- Dor anal
- Sangramento
- sensação de nódulo
- incontinência (evacuar sem sentir)
Obs. Todos esses sintomas são comumente associados às lesões ou doenças benignas como a fissura anal, hemorroidas o que poderá contribuir para uma demora significativa no diagnostico precoce o que tem uma relação direta sobre o sucesso do tratamento.
Atenção: Durante o exame físico destes pacientes, alguns achados devem chamar a atenção do medico, como:
- Lesões recorrentes que não cicatrizam com o tratamento
- Lesões verrugosas moveis ou fixas
- Fissuras com características malignas, como: Endurecidas, bordos irregulares e elevados.
Essas fissuras com estes achados deveram ser obrigatoriamente biopsiadas, pois a biopsia e o exame diagnostico mais importante para o tratamento dos tumores anais suspeitos de malignidade.
Obs. As fissuras benignas são constituídas de tecido mole, os bordos são regulares e estas são características macroscópicas que falam a favor da benignidade da lesão fissural.

2- Fatores causais?
O fator de risco mais importante e a infecção pela doença sexualmente transmitida pelo HPV num mecanismo muito parecido ao que ocorre no câncer de colo do útero na mulher, outras condições que predispõem, são:
Outros fatores de risco:
- HIV
- Drogas imunossupressoras: Aumenta em ate 100 vezes a incidência desta doença.
- Numero de parceiros acima de 10
- Pratica de sexo anal, principalmente se iniciada antes dos 30 anos: Explicada pelo traumatismo anal constante.
- Tabagismo
OBS IMPORTANTE:
Atualmente, considera-se que as hemorroidas, fissuras e inflamações intestinais não são fatores de risco ao aparecimento do câncer de anus.


3- Sexo anal: O traumatismo de repetição e apontado como causador do câncer anal. Você devera evitar os fatores que determinam tal traumatismo, como:
- Numero de parceiros: diminuir
- Lubrificação: Adequada e constante durante a relação, principalmente nas mais demoradas.
- Relaxamento Anal: Respeitar o tempo de relaxamento do esfíncter anal, realizando um massageamento adequado deste esfíncter que são 60 segundos.
- Ativo apressadinho: E a principal causa do traumatismo anal, siga as regras acima descritas.

4- Prevenção:
O aumento na incidência destas condições acima descritas como fatores de risco ao aparecimento da doença representa um desafio para o aumento no aparecimento do câncer anal de forma direta.
- O uso regular da camisinha como modo de prevenção do HPV e HIV
- Diminuir o numero de parceiros sexuais.
- Evitar a promiscuidade: O sexo anal realizado de forma promiscui representa a principal causa de DST e consequentemente do câncer anal.
- Relação de risco: Aquela relação sem camisinha com parceiro desconhecido eu tenho escutado e atendido com grande frequência. Lembrar que o tempo de encubação do hpv vai de dois meses ate 8 meses, portanto ao deste tempo visite o proctologista para inspecionar a pele perianal e fazer uma anuscopia para estudar a parte interna do canal anal já que 95% dos homossexuais  passivos apresentavam o vírus dentro do reto.
5- Alimento:
Não existem alimentos que previnem o câncer anal. O que se propõe como saudável para se evitar fezes endurecidas que podem machucar o canal anal e uma alimentação rica em fibras e ingerir 2l de líquidos por dia para se ter um bolo fecal macio e a traumático.
6- Hemorroida:
Já foi dito que atualmente as hemorroidas NÃO são consideradas como fator predisponente ou causal para este tipo de tumor, assim como as fissuras e doença inflamatórias intestinais.
7- Evolução do Tumor:
Se não tratado o tumor se dissemina mais frequentemente para os gânglios linfáticos na volta do reto, junto da artéria aorta dentro do abdômen e para os gânglios inguinais da virilha, isto ocorre porque o tipo de tumor mais frequente e chamado de epidermoide que representa 85% e este tipo de tumor que e o mais frequente da pele se dissemina para os gânglios linfáticos. A detecção e confirmação da contaminação dos gânglios pelo tumor na atualidade e feita pelos exames radiológicos: Tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia com biopsia com agulha. A agulha e direcionada ou guiada pelos exames acima descritos para o gânglio suspeito e o material e colhido e enviado para exame anatomopatológico.

8- População atingida?
Houve um aumento nas mulheres, homossexuais e bissexuais HPV positivos.

9- Tratamento:
Antes de 1974, o tratamento do carcinoma anal era cirúrgico com sobrevidas tardias entre 50% e 70%. Na atualidade a cirurgia esta reservada para casos muito especiais ou de exceção. A quimioterapia e radioterapia se tornaram o tratamento de escolha obtendo níveis de sobrevida de 90%, menores taxas de recidiva ou retorno local do tumor e menor necessidade de colostomia.
10- Idade:
Inversamente do que ocorre no câncer do reto, o câncer do anus e mais frequente em mulheres ( aproximadamente 2:1 ) e na quinta década.












DST: Tempo para as doenças sexualmente transmissíveis se manifestarem


DST: Tempo de incubação das doenças
Medico: Dr Paulo Branco
Duvidas:
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DST:
- Condyloma (Verrugas genitais): O período médio de incubação após o contato físico com um parceiro contaminado é estimado em media três meses, mas poderá ser mais curto, cerca de seis semanas, ou até mesmo durar vários anos. Muitos homens que fizeram sexo com outros homens carregam este vírus, mas talvez não tenham as verrugas que é a forma de expressão clinica da doença.
- Gonorréia: Uma secreção infecciosa pode ter início dois a cinco dias após o sexo com um parceiro infectado. A dor é comum nas infecções uretrais, mas pode não existir nas infecções anais.
- Uretrite Não Gonocócica: Uma secreção peniana transparente e infectada tem início em uma a cinco semanas após o sexo com um parceiro contaminado. Você pode sentir uma queimação durante a micção. Infecções não tratadas podem se espalhar para a próstata e para os testículos e epidídimos.
- Hepatites: Normalmente você estará contaminado e pode transmitir o vírus ao seu parceiro mesmo antes de saber que está contaminado. O período de incubação a partir do momento do contágio até você ficar doente varia. No caso da hepatite A, vai de duas a seis semanas e para as hepatites B e C têm um período médio de incubação de duas semanas a seis meses.
- Herpes: Aproximadamente uma semana após o contato físico íntimo com um parceiro infectado, você começa a sentir uma queimação. Depois de um dia ou dois, surge um pequeno  grupo de bolhas. Crises recorrentes são comuns, e a doença é incurável.
- HIV: Os sintomas da AIDS normalmente começam em até dez anos após a contaminação. Os testes-padrão para anticorpos contra o HIV serão quase sempre positivos dois meses após o contágio, ou podem levar até seis meses. As medições da carga viral, algumas vezes, podem denunciar a contaminação em um mês após a exposição.
- Sífilis: Um cancro, ou úlcera avermelhada indolor, aparece no seu penis ou na região anal dentro de 90 dias após o sexo com um parceiro infectado. Caso não seja tratado, o cancro se cura sozinho, mas a doença progride.
- Pediculosis púbis (chato): A coceira é quase sempre o primeiro sinal da infestação e começa uma semana a partir do primeiro contato físico íntimo com um parceiro infectado. Se você já teve chatos antes, já está sensibilizado e a coceira começará quase imediatamente.
- Molusco Contagioso: Dentro de um a três meses após o contato físico íntimo, surgem pequenas bolhas do tamanho da cabeça de um alfinete com uma depressão central. Se não forem tratadas continuaram a crescer.
- Escabiose (Sarnas): A coceira que piora ao anoitecer tem inicio uma semana após o contato íntimo.